Azeites de oliva de boa qualidade contêm um agente químico natural que age de maneira semelhante a um remédio para a dor, segundo um estudo publicado pela revista científica Nature.

Segundo o estudo, feito pelo Monell Chemical Senses Centre, da Filadélfia, 50 gramas de azeite de oliva extra-virgem são equivalentes a um décimo de uma dose do analgésico ibubrofen.

De acordo com os pesquisadores, um ingrediente do azeite age como antiinflamatório.

Apesar de o efeito não ser forte o suficiente para curar dores de cabeça, ele pode explicar os benefícios da dieta mediterrânea, segundo o estudo.

O ingrediente ativo – encontrado em maiores concentrações em azeitonas mais frescas – é chamado oleocanthal e inibe a atividade de enzimas envolvidas em inflamações da mesma maneira que outros antiinflamatórios.

Doenças

As inflamações são ligadas a uma grande variedade de condições como doenças cardíacas e câncer.

“A dieta mediterrânea, da qual o azeite de oliva é um componente central, tem sido associada há muito tempo com vários benefícios de saúde, incluindo um menor risco de derrame, de doenças cardíacas, de câncer de mama e de pulmão e de alguns tipos de demência”, diz Paul Breslin, co-autor do estudo.

“Benefícios semelhantes são associados com certas drogas antiinflamatórias não-esteróides, como aspirina e ibuprofen”, diz Breslin.

“Agora que conhecemos as propriedades antiinflamatórias do oleocanthal, parece plausível que ele tenha um papel importante nos benefícios de saúde associados com as dietas nas quais o azeite de oliva é a principal fonte de gordura.”

A equipe iniciou o estudo após um dos pesquisadores ter notado que azeite de oliva extra-virgem fresco irrita o fundo da garganta da mesma forma como o ibuprofen.

“O azeite de oliva contém uma série de compostos bio-ativos, mas não sabemos exatamente o que eles fazem”, diz a cientista em nutrição Claire Williamson, da British Nutrition Foundation.

“Acreditamos que ele tenha propriedades antioxidantes, mas dizer que age como um remédio é dar um passo além e deve ser mais estudado”, diz ela, acrescentando que o azeite é rico em gordura e deve ser consumido com moderação.
Fonte BBC Brasil



Quem sofre de enxaqueca deve ficar longe de gorduras. Certo? Em parte: deve ficar longe de óleos vegetais comuns sim, deve ficar longe de frituras à base desses ólos sim, mas deve, sem dúvida, consumir outras, como por exemplo a manteiga. Por incrível que pareça, a gordura é muito importante para o funcionamento do organismo.

Sempre aconselho meus pacientes a cozinharem seus alimentos com manteiga, e consumirem o azeite de oliva extra virgem com moderação, para dar aroma aos alimentos após terem saído do fogo. Ou para as saladas!

O azeite extravirgem tem propriedades antinflamatórias, mas por favor, não abuse da quantidade, nem submeta a temperaturas muito altas, pois ele pode se oxidar e passar a fazer mal. O azeite extravirgem Possui aroma delicioso de oliva. Procure desenvolver seu paladar com o objetivo de apreciá-lo. Hoje em dia, existem muitas marcas disponíveis no mercado.

O problema dos outros óleos vegetais comuns é a maneira com que são obtidos. Para extrair o óleo de uma azeitona (oliva), basta espremê-la com as próprias mãos. Faça isso agora mesmo, e veja como suas mãos ficam impregnadas do óleo. O termo extra virgem se dá ao óleo que foi obtido através de uma pressão muito suave, a frio. Após a obtenção deste líquido nobre, impõe-se às azeitonas uma segunda prensa, bem mais forte, mediante temperaturas mais elevadas, a fim de extrair todo o óleo possível. Esse óleo já não é mais extra virgem.

Óleos são líquidos muito especiais e delicados. Nosso organismo, nossas células, são lubrificadas com óleos provenientes da nossa alimentação, e seu excelente funcionamento depende da qualidade desses óleos. Ao submeter um determinado óleo a uma pressão e/ou temperatura muito alta, este líquido sofre alterações químicas que resultam na perda das propriedades e poderes benéficos. Pior: ao se incorporarem nas paredes das nossas células, esses óleos alterados resultarão em células alteradas. E hormônios idem, pois os óleos também entram na sua composição.

Com células e hormônios alterados, o mínimo que você pode esperar é uma dor de cabeça!

Agora que você viu como é fácil extrair óleo de uma oliva, tente fazer o mesmo com um milho ou uma soja. Aperte bastante, com toda força, e veja se sai algum óleo! Não sai! Para extraí-lo, é preciso submeter o produto a uma temperatura e pressão muito altas. O resultado são óleos quimicamente alterados, os assim chamados óleos vegetais comuns, que você incorpora dia após dia no seu organismo, conforme utiliza. Esses óleos passam por processos de remoção de clorofila, cálcio, carboidratos complexos, magnésio, além de processos de remoção de ácidos graxos livres, branqueamento (remoção do beta-caroteno e da clorofila), remoção dos odores (perde-se a vitamina E e adicionam-se agentes sintéticos).

A margarina e as gorduras vegetais hidrogenadas também são óleos vegetais alterados. Passam por um processo denominado hidrogenação, no qual um óleo vegetal, líquido, se transforma numa massa sólida ou semisólida, totalmente antinatural. Fuja dessas substâncias e ganhará saúde.

Os azeites de oliva extra virgens bons são importados de países mediterrâneos (Grécia, Itália, Espanha, França etc). São bem mais caros que o óleo de cozinha comum. Mas este faz mal, e aquele faz bem. Se você ainda acha o azeite de oliva extra virgem caro, saiba que remédios e doenças são mais caros ainda. E lembre-se: A primeira coisa que eu falei foi: use-o, sempre, em pequenas quantidades. Cozinhe com o melhor óleo, mas com pouco óleo.

Guarde seu azeite em lugar fresco (geladeira) e ao abrigo da luz (envolto em papel de alumínio), caso contrário ele vai oxidando, perdendo a propiedade medicinal, antinflamatória, e adquirindo uma ação pró-inflamatória, igual à dos óleos "proibidos" da dieta. Um óleo oxidado vai adquirindo um cheiro característico (rançoso), e cria reações de oxidação no organismo. Pense numa maçã que foi cortada e deixada exposta ao ar por vários minutos. A coloração amarronzada que ela adquire é proveniente da reação de oxidação que ela sofreu. Esse tipo de reação, no ser humano, é um dos desencadeantes e mantenedores de doenças crônicas e do envelhecimento.

Quanto mais novo o azeite, melhor, pois sofreu menos tempo de exposição à luz e ao calor, portanto menos oxidação. Observe atentamente os rótulos, e compre azeites com data de fabricação o quanto mais recente, e prazo de validade o quanto mais distante. Não consuma óleo de canola regularmente, pois ele pode conter substâncias que neutralizam os benefícios.

Lembre-se sempre, que ao manipular estas substâncias, no caso estes óleos, tão influentes na saúde como um todo, é preciso também que a quantidade seja modesta. Apesar da sua importância, mais não é sinônimo de melhor!


A propriedade de reguladora intestinal da linhaça é notória. Só que sua ação laxante é um dos benefícios menos importantes. Além das fibras, a pequena semente é riquíssima em ômegas 3 e 6, vitaminas, minerais e proteínas. Ajuda, ainda, no rejuvenescimento celular e na prevenção de doenças cardiovasculares. É também fonte poderosa de fitoestrógeno, que, segundo estudos, protege contra o câncer de mama.
Porém, pouco adiantará se seu uso não for adequado. "A semente não deve ser consumida inteira, mas sim triturada levemente no liquidificador", explica a nutricionista funcional Fernanda Granja. "Como não conseguimos triturá-la na mastigação, ela entra e sai do intestino intacta, pois sua casca é resistente à ação do suco gástrico", acrescenta ela, justificando por que é necessário levá-la ao liquidificador.Se a casquinha da linhaça não for quebrada, os nutrientes permanecerão no miolo da semente, não sendo absorvidos pelo organismo. Além disso, se a "farinha" obtida no liquidificador não for armazenada corretamente, perderá seus poderes, pois acaba oxidando. Portanto, deve ser guardada em um recipiente, de preferência de vidro e opaco, para protegê-la da incidência de luz – principal responsável pela oxidação. Depois, deve ser guardada na geladeira por, no máximo, três dias. Na falta de um recipiente opaco, vale embrulhar o vidro em papel alumínio."Embora seja vendida farinha de linhaça pronta, sempre aconselho que se faça em casa, para que seus benefícios permaneçam potencializados", avisa Fernanda, que orienta gratuitamente os clientes. A quantidade diária recomendada são três colheres de sopa, distribuídas entre as refeições – café da manhã, almoço e jantar.
No café da manhã, pode ser acrescentada à vitamina, suco, achocolatado, iogurte. No almoço ou jantar, pode ser misturada a saladas, feijão, arroz, molhos, sopas, omelete, massa do pão, bolo, enfim, o que quiser. Como o seu gosto lembra o de uma castanha, não vai modificar radicalmente o sabor dos pratos.Outra forma de consumir a linhaça e potencializar sua ação funcional é germinar ou hidratar as sementes com água, na seguinte proporção: para cada colher de sopa de linhaça, acrescente dois dedos de água e deixe de molho por, no mínimo, quatro horas – ou no intervalo entre o sono da noite e a manhã do dia seguinte. Após esse tempo de molho, a água adquire consistência de gel, e ativa outra importante substância, a lignana, rica fonte de fitoestrógeno, que auxilia no combate aos sintomas da TPM, menopausa, osteoporose e câncer de mama.
Há outras formas de consumo da linhaça, como por cápsulas, mas só sob prescrição médica. Para comprovar sua autenticidade, a embalagem deve ter registro do Ministério da Saúde. Há, ainda, o óleo de linhaça, cujo inconveniente é o sabor acentuado de peixe, resultado da alta concentração de ômegas 3 e 6 – ácidos graxos que combatem o envelhecimento celular e problemas cardiovasculares. No entanto, a maneira que promete mais benefícios é mesmo in natura.

Na Gastronomia
O chef Renato Caleffi, do restaurante especializado em comida orgânica, Le Manjue Bistrô, ensina a temperar o óleo com ervas aromáticas, como alecrim e tomilho. Assim, fica mais fácil de utilizá-lo no dia-a-dia, para temperar saladas ou finalizar pratos, tal como o azeite extravirgem. Caleffi, aliás, prepara muitos dos pratos de seu cardápio com linhaça (veja receitas a seguir), sem que a sua clientela perceba a diferença. "É bom para provar que comida nutritiva não é ruim", diz o chef.

A nutróloga Samantha Christie Enande ressalta que a linhaça também está associada à redução de peso. Um dos motivos seria sua capacidade de diminuir o colesterol ruim (LDL) e aumentar o bom (HDL), graças às fibras solúveis da pequena sementinha, que são absorvidas pelo organismo. De quebra, ajuda a controlar a glicemia, diminuindo o risco de diabetes.
Não é só isso. As proteínas encontradas na linhaça, tais como glutamina, arginina e histidina, fortalecem o sistema imunológico. "Os resultados positivos surgem a longo prazo, se seu consumo for diário", avisa Samantha.

Associação Brasileira de Defesa do Consumidor constatou que as quantidades de sódio e gordura estão acima do recomendado

Pronto em apenas três minutos, o macarrão instantâneo é conhecido pela população como prático e ideal para quem não gosta, ou não sabe, cozinhar. Entretanto, o conjunto de macarrão e tempero pronto pode ser uma perigosa combinação para a saúde.

A Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Pro Teste) testou dez marcas do produto e constatou que as quantidades de sódio e gordura estão acima do recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e por outras sociedades médicas.

"Alguns produtos têm cerca de cinco vezes mais gordura do que o macarrão tradicional", atesta a coordenadora institucional da Pro Teste, Maria Inês Dolci. Segundo a coordenadora, estes altos índices são consequência da fritura que o macarrão instantâneo é submetido para que possa ser cozido rapidamente depois. "Os valores de gordura e de sódio estão diferentes do informado no rótulo", explicou.

A pesquisa mostrou que alguns produtos contêm mais do que o dobro da quantidade de sódio recomendada para um adulto, o que de acordo com o cardiologista do Instituto do Coração (Incor) Paulo Camargo, pode acarretar vários riscos saúde. "Pessoas com colesterol alto, hipertensão e crianças devem evitar ao máximo. Em geral, todo mundo deve evitar comer, porque não é um alimento saudável".

O especialista explicou que o alto teor de sódio pode fazer com que a pressão arterial aumente, além de reter líquido e proporcionar problemas cardíacos. Segundo ele, as sociedades médicas e a OMS indicam que o consumo diário de um adulto não deve ultrapassar 2 gramas de sódio.

Mas o que fazer quando a fome é muita e o tempo é curto? A nutricionista Cristina Menna Barreto recomenda que se cozinhe mais macarrão tradicional e armazene.

"Sem o molho, em um pote bem fechado, o macarrão de grano duro dura de três a quatro dias na geladeira", explicou. De acordo com a Pro Teste, o macarrão tradicional também é mais econômico: 80 gramas custa R$ 0,30, enquanto o preço de um pacote de macarrão instantâneo com o mesmo peso custa entre R$ 0,48 e R$ 0,83 (os valores foram calculados com base em dados coletados em junho de 2009 em Brasília, Curitiba, Florianópolis, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo).

Procurada pela Agência Brasil, a Piraquê, uma das marcas que foi testada, afirmou que o total de sódio do macarrão e do tempero é 1,8 gramas. "Nós nos baseamos no índice da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), cujo limite aceitável é 2,4 gramas", afirmou o engenheiro de produção da Piraquê, André Luiz Teixeira. À Agência, a Anvisa afirmou que seu limite é mesmo 2,4 gramas, de acordo com as normas técnicas da OMS.

Em nota, a Adria, outra marca testada, afirmou que "as quantidades de sódio e glutamato monossódico seguem o padrão praticado pelo segmento no mercado". Já o Carrefour informou que "irá fazer uma análise da composição nutricional com o objetivo de identificar possíveis melhorias no produto".

O Grupo Pão de Açúcar, responsável pela marca Qualitá, ressaltou que desconhece o laboratório que fez o teste do macarrão e que contesta os resultados. De acordo com o Pão de Açúcar, "o produto em questão não apresenta teor de glutamato monossódico acima do permitido uma vez que não há determinação em relação a quantidade máxima para seu uso. A empresa esclarece que o glutamato monossódico é um aditivo que tem a função de realçar o sabor dos alimentos, sendo seu uso seguro, segundo parecer dos principais órgãos reguladores mundiais, como a OMS, e permitido pela Food and Drug Administration (FDA-EUA) e também no Brasil pela Anvisa."

A Nestlé afirmou que seu macarrão está adequado para consumo e "que em relação ao sódio, desde 2005, a empresa adota medidas para redução desses teores em suas formulações".

Procurada pela Agência, a Nissin, que teve duas marcas de macarrão testadas pela Pro Teste não foi encontrada. Por meio de sua assessoria de imprensa, o grupo Selmi, fabricante do macarrão Renata, explicou que suas quantidades de sódio estão de acordo com a legislação vigente.

1º Passo
Inclua condimentos na dieta
Além de darem sabor especial aos pratos, especiarias e ervas são capazes de exterminar calorias.

Gengibre, pimenta e mostarda são exemplos de alimentos termogênicos: durante a digestão, aumentam a temperatura do corpo, aceleram o metabolismo e queimam gorduras”, explica a nutricionista Cynthia Antonaccio, de São Paulo. Esse poder foi comprovado em um estudo realizado na Universidade de Oxford, na Inglaterra, que mostrou que comer diariamente 1 colher de chá de pimenta vermelha aumenta o metabolismo em 20%. O mesmo acontece quando você ingere uma porção igual de gengibre três vezes ao dia. Os benefícios não param por aí: temperos como açafrão, alecrim, manjericão e orégano podem substituir o sal, que provoca retenção de líquidos. Mas os termogênicos devem ser consumidos com moderação – o exagero pode provocar doenças gastrintestinais. Inclua no cardápio diário um ou dois desses aliados “enxuga-pneu”. Quem tem hipertensão, problemas cardíacos ou de tireoide deve consultar um médico, pois alguns desses alimentos alteram o me tabolismo. O mesmo vale para gestantes e lactantes.

Pimenta vermelha
Porção: 1/2 pimenta ou 1 colher (chá) duas vezes ao dia
Como usar: No tempero de saladas, em verduras e legumes refogados, carnes e peixes
Tipos: Malagueta, dedo-de-moça ou caiena
Guaraná em pó
Porção: 1 colher (chá) duas vezes ao dia
Como usar: Em sucos, chás ou água

Curry
Porção: 1 colher (chá) duas vezes ao dia
Como usar: No tempero de saladas, em verduras e legumes refogados, carnes e peixes
O que é: Mix de pimentas, canela, erva-doce e coentro, entre outros condimentos
Gengibre
Porção: 1 pedaço de 2 centímetros três vezes ao dia
Como usar: Cru, refogado ou em forma de chá. Esprema no molho da salada e nas sopas, bata no liquidificador com alguma fruta (laranja, maçã, abacaxi) e tempere aves e peixes

Mostarda
Porção: 2 colheres (chá) duas vezes ao dia
Como usar: No hambúrguer light, no sanduíche natural, no molho para salad
Vinagre de maçã
Porção: 1 1/2 colher (chá) duas vezes ao dia
Como usar: No tempero de saladas

Chá-verde
Porção: 1 xícara do chá duas vezes ao dia
Como usar: Tomar de cinco a dez minutos antes do almoço e do jantar
Canela em pó
Porção: 2 colheres (sobremesa) ao dia
Como usar: No chá, café, iogurte e suco ou polvilhada em sopas ou pratos com queijo gratinado e em frutas como maçã e banana


Soja: saúde à mesa
Descubra os benefícios que a soja traz ao seu organismo
A soja faz muito bem ao organismo
Foto: Dreamstime
Ela é um dos grãos mais completos que existem e pertence à família das leguminosas secas (junto com o feijão, a lentilha e o grão de bico). A soja é rica em proteínas, lipídeos, fibras, vitaminas e minerais. Além disso, contém isoflavonas - substâncias que reduzem as taxas de colesterol ruim (LDL) e que ajudam a prevenir as doenças do coração. Outra ótima notícia é que essas substâncias equilibram as quantidades de um hormônio feminino chamado estrógeno. "Isso ameniza os sintomas desagradáveis da menopausa", explica Liliana Bricarello, do Departamento de Nutrição da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp). Conheça os benefícios da soja e aproveite-a melhor em seu cardápio diário.
Carne de soja ou bovina?
Compare os valores nutricionais dos dois tipos - uma vegetal, outra animal:
Carne de soja (100g) Carne bovina (100g)
Calorias 280 342
Proteínas 53g 23g
Carboidratos 31g 0
Colesterol 0 27g

Labirintite: como enfrentar crises de tontura
Vertigem, zumbido, enjoo... Entenda mais sobre a labirintite e saiba como agir durante as crises
por Daniella Gallotto
Durante uma crise, fique sentada num
local bem ventilado
A tontura é uma sensação muito comum para quem sofre de labirintite. Esse é um problema que afeta o labirinto, uma região que fica dentro do ouvido e é essencial ao equilíbrio do nosso corpo.
O otorrinolaringologista Ricardo Testa, de São Paulo, explica que esse pequeno órgão pode entrar em colapso por diversos motivos. "Na maioria dos casos, a labirintite está relacionada a diabetes, problemas vasculares, disfunções hormonais e tumores", diz. A boa notícia é que, com o tratamento adequado, dá pra controlar a doença.Aprenda a controlar a doença
1. Procure eliminar o cigarro, a cafeína e o álcool.
2. Não fique muito tempo em jejum. Então, cuidado com as dietas radicais. Alimente-se a cada três horas.
3. Aumente a ingestão de água: beba pelo menos seis copos por dia.
4. Repouse, mas sem exageros. Caminhe meia hora por dia.
5. Evite os sucos de fruta industrializados.
Dúvidas sobre labirintite
Como é o tratamento da doença?
Depende da causa. Nem todas as tonturas se originam de um distúrbio no labirinto. Às vezes, o problema está no cérebro, mas a maioria delas está realmente relacionada ao ouvido. Depois de diagnosticada, a doença pode ser tratada com medicamentos tomados via oral ou com exercícios feitos em casa, para reposicionar o labirinto.
Quais as consequências da labirintite?
No caso das crianças, a doença pode causar mau rendimento escolar. Nos idosos, uma consequência grave são as quedas. "Como eles têm uma estrutura física mais frágil, aumenta o risco de quebrar ossos", diz Testa.
Em quais situações a labirintite piora?
Sem receber tratamento adequado, a pessoa corre o risco de ficar incapacitada. A doença pode evoluir para um quadro mais grave, como a síndrome de Ménière, uma versão mais potente da labirintite. "Nesses casos, pode ser necessário fazer uma cirurgia", afirma o médico.

O que fazer durante uma crise?
Vá para um lugar ventilado e não se deite. Fique sentada, de olhos abertos, olhando para um ponto fixo na parede. Assim que a tontura melhorar, procure um médico. E lembre-se: labirintite não causa desmaios.

Como socorrer alguém com labirintite?
Coloque-o sentado e nunca dê estimulantes, como refrigerante e café, nem coloque sal debaixo da língua. Jamais dê qualquer medicamento, pois isso pode prejudicar o doente. Se a crise persistir, leve-o ao hospital.

A quinua desembarcou aqui há pouco tempo. Foi a partir de 2004 que ela começou a ser importada do deserto Uyuni, nos Andes bolivianos. O local fica a 3.800 metros acima do nível do mar e no inverno a temperatura pode atingir 30 graus negativos. A quinua plantada em outros lugares não tem as mesmas características nutricionais desta, cultivada em seu local de origem, onde o solo, o clima, os ventos, a salinidade do ar e a altitude são muito peculiares.“A quinua, além de ser ótima fonte de carboidratos de baixo índice glicêmico, vitaminas, minerais e gordura saudável, contém todos os aminoácidos essenciais que nosso corpo não fabrica e que são precursores das proteínas: histidina, isoleucina, leucina, lisina, metionina, fenilalanina, treonina, triptofano, valina e arginina”, afirma a nutricionista Mariana Reis, da unidade de São Paulo da Rede de Clínicas Anna Aslan. “Essas proteínas, formadas pelos aminoácidos, são indispensáveis para o melhor rendimento e elasticidade das fibras musculares, recuperação de tecidos e células, manutenção dos órgãos, da pele e do sistema imunológico, bem como para a produção de hormônios e enzimas”, destaca a nutricionista. Geralmente, um legume, uma verdura, um cereal ou uma fruta pode apresentar determinado aminoácido essencial em quantidade significativa e ter carência dos demais. A quinua reúne todos.Outro diferencial do grão é a presença dos aminoácidos metionina e lisina, típicos de alimentos de origem animal como carne e ovos. “Esses dois aminoácidos estão relacionados ao desenvolvimento da inteligência, à rapidez de reflexos e a funções como a memória e a aprendizagem”, observa a nutricionista.
Riqueza no prato
A quinua também é uma boa fonte de triptofano, aminoácido ligado à produção de serotonina no cérebro, responsável pela modulação do humor, pela disposição e pelo bem-estar. “Por isso, é provável que o seu consumo regular possa ajudar a reduzir a fadiga e a depressão”, diz a nutricionista da rede de Clínicas Anna Aslan.
A quinua é livre de glúten, isso significa que os celíacos - pessoas com intolerância às proteínas presentes no glúten ou pessoas com sensibilidade alimentar ao glúten - podem saborear pães, tortas e bolos feitos com a farinha de quinua. Em relação às calorias, a quinua contém quase a mesma quantidade de calorias do arroz. Cada 100g de quinua crua têm 374 calorias, contra 350 calorias do arroz integral cru. “E por ser rica em fibras - até mais que o arroz integral - , a quinua ajuda a aumentar a sensação de saciedade durante as refeições, melhora o funcionamento intestinal e favorece o controle dos níveis de colesterol, glicemia e triglicérides no sangue. Ou seja, pode ser um grande aliado para quem quer emagrecer com saúde”, defende o geriatra Eduardo Gomes, diretor da rede de Clínicas Anna Aslan.
Quem pode consumir
A quinua não apresenta nenhuma contra-indicação para consumo. “É um excelente alimento para crianças que necessitam de um aporte maior de proteínas e carboidratos saudáveis durante a fase de crescimento”, observa Mariana Reis.
A composição nutricional da quinua a torna um alimento perfeito para ser consumido por atletas antes e depois de exercícios físicos intensos. “Por ter baixo índice glicêmico, os carboidratos da quinua são metabolizados mais lentamente, garantindo uma reserva de energia necessária durante o esforço físico. E, devido à presença dos aminoácidos, ela ajuda a reparar o tecido muscular após o treino”, explica a nutricionista.

A quinua também pode ser um ótimo complemento alimentar para a gestante, cujo organismo precisa de 11 gramas extras de proteínas diariamente, de forma a atender às demandas do desenvolvimento do bebê. “O ideal é que a mulher mantenha esse consumo extra de proteína durante a amamentação até seis meses após o nascimento do bebê”, diz a nutricionista.